Design Centrado em usuários

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No ultimo post falei sobre paixões, de certa forma este é uma continuação, uma das minhas maiores paixões em design, a filosofia de design centrado no usuário.

Durante minha curta vida acadêmica e profissional, eu vejo que muitos estudantes e mesmo profissionais de design baseiam suas decisões nos conhecimentos prévios, sejam de livros técnicos ou mesmo de experiências passadas.

Como designers somos responsáveis maneira que as pessoas interagem com seu mundo, através de produtos, serviços e modelos, e é extremamente importante confiar na sua intuição como designer para inovar e achar novas soluções, mas mais importante que isso, é lembrar para quem projetamos.

Projetamos para pessoas com gostos completamente diferentes, culturas diferentes, com anseios e necessidades diferentes, de um carro a um website, não somos os usuários finais e as discussões baseadas em opiniões sem uma pesquisa real de usuários de suas necessidades torna o projeto meramente uma batalha de egos, em que quando se diz que algo seria melhor ou funcionaria bem ou não, não se sabe pra quem, quais os efeitos reais do projeto.

Pessoas agem de maneiras diferentes por ver o mundo de maneira diferente, então não existe uma maneira de real de tentar prever sem colocar a prova o projeto realmente, e ai é onde se encontra a beleza do design centrado nos usuários.

O primeiro passo como a maioria das metodologias de design é a definição do problema ou o escopo do projeto, aqui não existem tantas diferenças, a única que me vem em mente é a perspectiva sobre o problema, na qual não encaramos um projeto como um objeto. Ao invés de pensar, preciso projetar um carro, imaginamos uma maneira de locomover as pessoas do ponto A ao ponto B.

A segunda é uma pesquisa para a compreensão dos usuários, normalmente um estudo etnográfico, que ajuda a compreender como as pessoas interagem com o mundo a volta e como podemos tirar lições da maneira que elas vivem, para transferir isso para o projeto, isso facilita a adaptação e torna os resultados mais de acordo com como a cultura do grupo de usuários.

Após essa compreensão entra-se a parte do projeto.
Quais idéias poderiam resolver os problemas?
Quantas maneiras diferentes temos para resolver o problema?
Qual a melhor forma de apresentar esse problema?
Essas e outras perguntas começam a ser respondidas nessa fase.

Qualquer meio de comunicação possui ruido, o mesmo é com o design, e a fase de protótipos é justamente para reduzir ou eliminar se possível esses ruídos. Mas quando digo um protótipo, não me refiro a prototipos de formas usando massa clay, isopor em design de produto ou wireframes no caso de programação visual, me refiro a protótipos funcionais, aonde pessoas reais sejam colocadas a prova, testes de usabilidade para ver falhas críticas de projeto que mais tarde podem ser mascaradas por problemas ou qualidades do resultado final do design, e que se não forem vistas antes disso ser aplicado de nada adianta.

Essa fase normalmente é feita em ciclos de projetos, como protótipo 1, 2, 3 até se chegar a um resultado bom, e durante esses ciclos se refina a forma até chegar próxima do resultado final.

Obviamente, nem sempre temos o tempo necessário para fazer todas as fases de um projeto, mas o mais importante da filosofia é lembrarmos que os designers são altruistas de idéias e conceitos, eles projetam para outros, vendo as necessidades de outros, e que o que realmente importa não é estar certo ou errado, e sim que o resultado seja agradável para as pessoas e melhore a vida delas mesmo um pouco.

Tedx - Porto Alegre

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13 de novembro foi um dia marcante pra mim, tive uma experiência incrível, cercado por diversos mestres que inspiram e apaixonam, e que eu vou levar lições de vida e de maneiras de encarar a realidade de forma que nunca antes eu imaginava que seria possível, de coisas técnicas como maneiras de ver a singularidade para projetar um futuro desejado, a como vemos a nós mesmos e nosso futuro (em um sentido pessoal, e coletivo).

O Tedx Porto alegre reuniu pensadores e mais ainda fazedores, pessoas com o que poderiam se chamar de teorias inovadoras e insanas, se não tivessem sido colocadas em prática, no maior espírito da palestra do @perestroika vai la e faz, essas pessoas mudaram a vida de diversas outras para sempre, e acho que definitivamente essas idéias devem ser compartilhadas.

Antes de qualquer coisa, eu me lembro da palestra do @TxaiBrasil, falando sobre como somos fragmentados, pessoas diferentes em mundos diferentes, quando temos apenas nossas paixões e formas de realizar elas, acabamos esquecendo isso, e ao invés de vivermos essas paixões, simplesmente existimos, então antes de qualquer coisa quero tornar esse Blog parte de mim e de tudo o que me forma e das minhas paixões, discutindo um pouco sobre user experience, e design de interação, para facilitar a vida de outras pessoas interagindo com o mundo e a tecnologia a sua volta.

Acredito realmente que o sistema de ensino e a maneira que vemos a sociedade está errado, incentivamos comportamentos desde criança, e depois agimos como se não fosse responsabilidade social que não somos realmente inovadores, que a pesquisa no brasil é frágil, simplesmente culpando a nova geração de jovens, quando não é bem assim. Diversas palestras como a da @AdrianaBrondani e do @RupaBr mostram que com o incentivo certo, jovens podem ter visões de mundo incríveis, e realizarem coisas antes não imaginadas por nenhuma outra pessoa.

Também acredito no poder da internet, redes sociais, e do sentimento na educação, e citando a palestra da Profa. Léa Fagundes, não se ensina, se aprende, e a melhor maneira de se aprender é com emoção, design emocional, e métodos não convencionais que evoquem sentimentos enquanto aprendemos, não são levados a sério como deveriam, tornando nosso sistema meramente um produtor de zumbis, completamente desconectado com seus reais sentimentos, paixões e vida...

Não é a toa que é tão difícil se escolher uma profissão, durante nosso aprendizado e escola somos frustrados em colocar nossos sentimentos em realmente aprender, como vamos escolher algo que nos sentimos bem fazendo se sequer sabemos o que sentimos?

Esquecemos como as coisas são belas, e como são mágicas as palavras e números que nos rodeiam, como palavras são mais que meras representações de forma de se expressar, e sim são vida, poesia e paixão, assim como esquecemos e achamos que os outros a nossa volta não podem completar coisas incríveis, quando eles podem, como um bando de estudantes aleatórios, liderados pelo @FelipeFR organizarem algo tão grandioso, ou a história dos moradores de rua que com o apoio certo, pararam de se ver como vagabundos e sem valor, a se orgulharem de possuírem, editarem e distribuírem o próprio jornal.

E bem, para encerrar esse post de estreia nada melhor que expalhar as ideias de solidariedade do @PapaiNoel_BR , digo isso por que designers são pessoas que projetam a favor de outros, e nunca podemos esquecer que mesmo que o dinheiro pague nossas contas é nossa responsabilidade que cada projeto torne as coisas um pouco melhores, e realmente eu acredito que nessa área inovadora de design de interação, mesmo tendo sofrido ceticismo por anos eu possa fazer isso, e como o @dhavalchadha palestrou, usar disso para tentar moldar um futuro no qual eu acredite.

Meu nome é Ricardo Fleck e a minha paixão é facilitar a maneira que as pessoas lidam com o mundo e suas tecnologias a partir do Design